terça-feira, 17 de agosto de 2010

My Blueberry Nights

Rating:★★★★★
Category:Movies
Genre: Drama
Há um filme que eu vi em 2008 e desde então vi alguma vezes. My Blueberry Nights, ou em português, Um Beijo Roubado, de Wong Kar Wai. No elenco Jude Law e Norah Jones. O filme, com cenas lindas e tomadas repentinas, mostra uma jovem que leva um fora e que conta com o dono de um café para tentar ter noticias do ex-namorado. É uma história em que duas personalidades vão amadurecendo até ficarem prontas para mudar de vida. Mas isso leva tempo. E é isso exatamente que me encanta nesse filme. É como se, cada vez que meu gênio impulsivo típico de um ascendente em Áries exigisse que as coisas acontecessem imediatamente, eu visse o filme e me lembrasse que cada coisa tem seu tempo, e que apressá-lo estraga aquilo que está por vir, e todo o meu pacifismos aquariano viesse de volta à razão. Se você não viu, veja. Se já viu, veja de novo. É lindo!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Em que momento você está?

O que é o momento pessoal? E como ele influi?
Há tantas pessoas legais, mas que estão em momentos complexos que ficam simplesmente inacessíveis.
Há também os que estão em momentos fluidos, mas têm caráter duvidoso, mas estão mais disponíveis para alguma troca.
E ai cabe o discernimento. Afinal, aparentemente vamos conviver com todo tipo de gente, nos seus mais diferentes momentos.
Há quem diga que isso faz parte de ciclos de vida. Mas para cada um, esse ciclo tem um tempo diferente, que não está associado aos anos, e sim às experiências de vida.
No entanto, o acesso a essas experiências somente é possível caso se esteja aberto a elas. E para isso, é preciso estar num momento acessível.
E ai eu pergunto: somos suscetíveis a determinados momentos e não temos como escapar dessa condição, ou criamos nós mesmos esses momentos, e decidimos se estamos abertos ou fechados à vida?
É como aquela história: você pode ter oitenta anos de vida, mas não necessariamente de vivência. Isso porque você pode passar esse oitenta anos deitado numa cama, vendo a vida passar, ou sair e dar a cara a bater.
Aposto que ao escolher a segunda opção, ninguém morreu disso.
Portanto, para ser realmente uma pessoa legal, mais que um caráter do bem, é preciso viver, estar aberto as experiências, doam elas ou não. E ai conhecer o novo.
Isso é bacana – o restante é perda de tempo mesmo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sundae on a Friday Night




Hummmmmmmmmm

Kung Fu Fighters




Jantar com amigos de treino

Gemas

O idiomórfico topázio tem comportamento alocromático, é ortorrômbico, mas cliva-se com muita facilidade em planos basais.

A Origem (Inception)

Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Other
Outro dia tive um sonho dentre de um sonho. Eu acordava de um sonho e contava para meus pais o sonho que tivera, e meu pai tinha tido o mesmo sonho. Depois acordei novamente e ai sim vida “real”. Olho os lançamentos do cinema e lá está o novo filme do Christopher Nolan, Inception, ou com seu titulo em português, A Origem. Fui logo ver - e gostei muito.
A história é ótima, tem ação, personagens interessantes, etc. Talvez um pouco longo demais para cinema, ou curto demais para o conceito.
E em dado momento, vira filme para menino (rsss), com excesso de ação que para mim poderia ser substituído mais detalhes do conceito do filme ou mesmo dos personagens.
Na minha dvdteca eu colocaria junto de Matrix, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança, Vanilla Sky, e todos os filmes que misturam realidade com o mundo onírico.
Difícil é classificar: Ação? Mistério? Cult rsss?
Anyway, vale muito a pena, faz pensar e merece ser visto mais de uma vez.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tempestade em copo d'água

É impressionante como algumas atitudes podem desencadear processos dramáticos... típicos da frase “tempestade em copo d’água”.
Homem, marque com uma mulher alguma coisa. E de repente algo nos planos muda e você não pode comparecer ao compromisso. Dignamente, você avisa da impossibilidade e acerta a coisa para outro momento.
Normal, polido, educado, e até muitos diriam totalmente compreensível. Eu diria isso também, desde que isso não acontecesse comigo. Por quê? Porque sou mulher. Então todo o processo mental (e neurótico) muda.
O que faz a mulher? Ainda que não tenha lógica alguma, e que as palavras do moço façam todo o sentido e sejam a mais pura verdade, ela vai para as duas únicas soluções que na cabeça dela parecem reais:
1) Ele me odeia.
2) Ele vai ver outra.
Sim, chegamos à questão da rejeição. Sim, foi uma rejeição, ainda que involuntária. Mas que não deveria ter conseqüências. Afinal, está tudo certo, não está? Ele avisou, vocês ainda vão se ver, apenas mudou a data do acontecimento.
Contardo Caligari atribui esse comportamento feminino à síndrome da Escolha de Sofia. Na história que se desenvolver durante o nazismo, Sofia é obrigada a escolher entre sua filha e seu filho: Um poderá ficar com ela, o outro deve ser entregue aos nazistas. Ela decide ficar o menino entrega a menina.
O resultado disso, atualmente é o seguinte: mulheres se sentem sempre rejeitadas, homens têm a certeza do amor da mãe. Assim, quando um rapaz leva um não, ele acha que naquele dia esqueceu-se de passar o desodorante, ou que a mocinha é louca mesmo, pois sua mãe já garantiu que ele é uma gracinha. Agora a moça, meu Deus, se sente um lixo e incapaz de recomeçar sua vida a partir de então. São comuns crises de choro e promessas de nunca mais e ódio mortal, até que o surto acabe. Passados alguns momentos, ou então uma noite de sono, tudo volta à normalidade, mas restam as reminiscências do momento de neurose, como vergonha do que se disse (espero que somente para si ou para a melhor amiga), arrependimento, e esperanças de dias melhores. Nos melhores casos, até boas risadas acontecem, nos piores algumas riscam da agenda o nome do candidato a herói.
Portanto, meus rapazes, pensem muito, muito, muito mesmo antes de desmarcar qualquer compromisso com a donzela... Pode ser que você nunca mais consiga revê-la...